Com o objetivo de sustentar, nutrir, proteger, hidratar e ajudar na manutenção da pressão intracraniana; o líquido céfalo-raquidiano, ou líquor, é o líquido que banha o cérebro e a medula espinhal e é produzido em alguns pontos das cavidades cerebrais, chamadas de ventrículos.
O líquor quando produzido circula através de dutos cerebrais e medulares e são absorvidos em outros pontos do sistema nervoso central, após ter percorrido todo seu trajeto. Esse líquido possui um volume aproximado de 150 ml, em um adulto e é substituído, naturalmente, três vezes ao longo do dia.
Quando algo interfere na circulação, ou ocorre um descontrole na produção desse líquor, há o acúmulo nessas cavidades, chamadas de ventrículos, causando a hidrocefalia (imagem abaixo).
A partir daí ocorre um aumento progressivo da pressão intracraniana, podendo ser de forma rápida ou lenta e até mesmo, manter essa pressão normal, mas causando alterações anatômicas e que podem levar à disfunções neurológicas específicas.
O tratamento da hidrocefalia, consiste em mudar o curso do líquor, sendo essa mudança feita dentro do próprio cérebro - através de procedimento neuroendoscópico - clique aqui - ou para fora desse, fazendo o uso de válvulas. Atualmente damos preferência ao procedimento neuroendoscópico, na maioria dos casos de hidrocefalia, após basearmos em conceitos hidrodinâmicos e detalhada avaliação do caso.
